Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo De 4 a 31 de agosto de 2018

A campanha tem como público-alvo crianças entre 1 e 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, que receberão as vacinas contra a poliomielite (também conhecida como paralisia infantil) e a tríplice viral, que, além do sarampo, também imuniza contra a caxumba e a rubéola. A meta é atingir 95% da população desta faixa etária, conforme determinação do Ministério da Saúde, o que equivale a 562.392 crianças. O esquema da vacina contra a poliomielite consiste em três doses aplicadas na criança menor de 1 ano (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e duas doses de reforço administradas aos 15 meses e aos 4 anos.

No caso do sarampo, a primeira dose da vacina tríplice viral é administrada aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses. Neste caso, é aplicada a vacina tetra viral, que também protege contra varicela.  As crianças de 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem participar da campanha, mesmo que todas as doses tenham sido recebidas no período correto. “A campanha é focada no público infantil e é imprescindível que os pais ou responsáveis levem as crianças dentro da faixa etária da campanha para se vacinar. O objetivo da campanha é melhorar a cobertura vacinal, contribuindo para a redução do risco de reintrodução da poliomielite no país e da circulação do sarampo e rubéola no município”, orienta Maria Ligia Nerger, coordenadora do Programa Municipal de Imunizações.

Crianças menores de 2 anos de idade NÃO devem tomar simultaneamente as vacinas contra o sarampo e a febre amarela. É recomendável um intervalo de 30 dias entre as doses, sendo que a dose da campanha deve ser priorizada. As vacinas contra  o sarampo e a pólio são contraindicadas para: pessoas que apresentam imunodeficiência congênita ou adquirida, como portadores de neoplasias malignas, submetidos a transplantes de medula ou outros órgãos, infectados pelo HIV; que estão em tratamento com corticosteroides em dose alta; ou que tenham alergia grave a algum componente da vacina ou dose anterior. Crianças com febre muito alta também devem evitar a aplicação.   O Brasil está livre da poliomielite desde 1989. Já os últimos dois casos confirmados de sarampo no município de São Paulo foram registrados em 2015; ambos importados. A ampla adesão à vacina é fundamental para que essas doenças continuem fora de circulação. No ano passado, o município teve cobertura de 84,8% de pólio, e 86,1% para a vacina tríplice viral SRC (sarampo, rubéola e caxumba).