Casa da Mulher Brasileira completa um ano de funcionamento em SP

Mesmo durante o auge da pandemia de COVID-19 no município, período de maior rigidez nas restrições de convívio social, as mulheres vítimas de violência doméstica puderam contar com a assistência integral da Casa da Mulher Brasileira (CMB), que permaneceu aberta de segunda a segunda, 24 horas por dia, para acolher e fortalecer a autonomia das mulheres. O equipamento, considerado a espinha dorsal da rede de assistência à mulher, único do estado e o sétimo no país com estas características, completa nesta quarta-feira (11/11) um ano de funcionamento.

Desde a sua inauguração, até o dia 9 de novembro de 2020, 16.129 mulheres já procuraram a Casa em busca de serviços especializados e multidisciplinares humanizados. O espaço, na Rua Vieira Ravasco, 26, no Cambuci, região central da capital, conta com uma área de 3.659m² e um ambiente confortável, receptivo e seguro.

A CMB recebeu recursos federais para a sua implementação e desde março de 2018 está sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), da cidade de São Paulo.

As mulheres em situação de violência encontram num só lugar serviços de acolhimento e escuta qualificada por meio de uma equipe multidisciplinar; Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) com ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes de violência doméstica; Ministério Público, com atuação na ação penal dos crimes de violência; Defensoria Pública, com orientação às mulheres sobre seus direitos e assistência jurídica; Tribunal de Justiça, responsável pelos processos, julgamentos e execução das causas relacionadas à violência; um destacamento do programa Guardiã Maria da Penha da Guarda Civil Metropolitana para proteger as vítimas; e também um alojamento de acolhimento provisório para os casos mais graves, quando a mulher é obrigada a deixar sua casa, por risco iminente. Foi instalado também na Casa um ponto de atendimento da Central de Intermediação em Libras para atender mulheres surdas.

A secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Claudia Carletto visitou a Casa nesta quarta (11/11) e parabenizou a equipe pelo trabalho desempenhado ao longo desse um ano de atuação. “Fico muito honrada em fazer parte desse time de mulheres que acolhe sem julgamentos e que empodera outras mulheres. A Casa da Mulher Brasileira é o resultado da união feminina na luta por menos violência e contra o feminicídio. Lutar por uma sociedade mais segura para as mulheres é lutar também por uma cidade melhor para todo cidadão. Que a Casa seja o abrigo necessário à todas as mulheres de São Paulo”.

REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Além da Casa da Mulher Brasileira, as mulheres que precisam de ajuda e apoio no enfrentamento à violência doméstica e familiar podem buscar outros 10 serviços da SMDHC que atuam como portas de entrada para o atendimento e permanecem em pleno funcionamento: os quatro Centros de Referência da Mulher (CRM), os cinco Centros de Cidadania da Mulher (CCM) (das 10h às 16h), e o ônibus Lilás, que é uma unidade móvel de atendimento. A SMDHC possui mais duas Casas de Abrigo e de Acolhimento Provisório com 20 vagas cada e também pode encaminhar vítimas de violência doméstica para outros 5 abrigos municipais específicos para esta finalidade, que pertencem à estrutura da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social SMADS.

Rede de Atendimento SMDHC

Casa da Mulher Brasileira (Segunda a segunda-feira, 24 horas)

Rua Vieira Ravasco, 26 – Cambuci 11 3275-8000

CRMs e CCMs – Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

CRM 25 de Março (CENTRO)

Rua Líbero Badaró, 137, 4º andar