Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) conecta lideranças femininas em evento global

Elas são maioria da população (51,8%), mas ainda estão longe de ter as mesmas oportunidades. O Women Entrepreneur Forum (WeForum), maior evento global de lideranças femininas e empreendedoras, abriu espaço para que mulheres debatessem, na quinta-feira (17), os desafios e as soluções para estimular o crescimento, o desenvolvimento e a capacitação das mulheres gestoras de seus próprios negócios. O Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) foi um dos apoiadores da iniciativa.

Na largada, o primeiro painel elucidou e discutiu as principais políticas públicas para mulheres. Renata Gil, presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), contou como surgiu a Campanha Sinal Vermelho, iniciativa da AMB e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que virou lei federal. As lutas das mulheres para garantirem direitos e a baixa representatividade em diversas áreas também foram pautadas pelas painelistas.

Pensado para ser plural, o WeForum conectou centenas de mulheres às líderes e a histórias de empreendedorismo reais.

“Eu fico muito feliz de poder contribuir para que cada vez mais mulheres se conectem umas com as outras e se desenvolvam. O mercado de trabalho e o cenário empreendedor ainda refletem as desigualdades da sociedade, que começa aos poucos a sentir mudanças estruturais rumo à liberdade financeira feminina. Nosso objetivo é fazer dessas empreendedoras mais fortes em seus ecossistemas”, afirmou a presidente do CMEC, Ana Claudia Badra Cotait.

Ao longo do dia, as participantes assistiram a painéis temáticos sobre economia, tendências, inovação e tecnologia no mercado de saúde; instrumentos de inclusão econômica e financeira entre outros.

No painel “Mulheres na indústria de base”, que reuniu líderes femininas, a representatividade e as políticas de inclusão da mulher tomaram o debate. Em sua fala, a CFO da Volvo Brasil, Claudia Barcelos Silva, citou que a presença de mulheres, já é uma realidade nas linhas de montagem da fábrica de motores, de ônibus e de caminhões pesados e semipesados. Ela admitiu que o mercado de mecânica automotiva ainda resiste à inserção de mulheres e, para reverter essa realidade, foram implantadas mudanças. “Construimos fábricas adaptadas para mulheres. As oficinas mecânicas, por exemplo, ganharam há pouco tempo vestiários femininos – algo que até então só estava disponível para funcionários homens”, afirmou.

Na presidência da AES Brasil, Clarissa Sadock, revelou que quer elevar a participação das mulheres no escritório e nas áreas de liderança, o que segundo ela ainda é pequena. A receita para esta virada de chave está na criação de ações e programas de incentivo e capacitação. “Montamos uma turma no Senai da Bahia para treinar mulheres. Recebemos mais de 300 currículos, treinamos 30 mulheres e contratamos 13 para nossa operação”, disse.

O WeForum possibilitou que as empreendedoras acessassem oportunidades de negócios internacionais, mecanismos de desenvolvimento, por meio de mesas redondas e networking.

Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP, Facesp e CACB, parabenizou a iniciativa do CMEC e reafirmou o compromisso para desenvolver o empreendedorismo feminino. “Quero ratificar o meu apoio nas entidades que presido a todas as mulheres que empreendem. O mundo é de vocês, o mundo é da Mulher. Não deixem de realizar seus sonhos”.

O Women Entrepreneur Forum é uma realização da Women’s Indian Chamber of Commerce and Industry (WICCI), do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Relações Empresariais Internacionais (IBREI), da Hera The Light of Women, e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

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Sobre o CMEC: O Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura atua como um fórum de referência de estudos, debates e inspirações à mulher empreendedora, além de desenvolver ações, campanhas e projetos sociais e culturais. Também atua como instrumento para que lideranças femininas discutam seus problemas e apresentem propostas que mobilizem a comunidade empresarial e a sociedade organizada. Possui 138 conselhos da mulher, distribuídos entre as cidades do Estado de São Paulo e que integram as 420 Associações Comerciais filiadas à Facesp.

Sobre a ACSP: A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 127 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.

Sobre a Facesp: A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), com 56 anos de existência, promove a união das “forças vivas” do Estado de São Paulo, estimulando os empreendedores paulistas a participar da vida política, econômica e social do Estado e do País. É uma entidade de âmbito estadual, com a missão de integrar o empresariado paulista por meio das Associações Comerciais de cada município, atuando em ações que tenham por objetivo a luta pelas liberdades individuais, o apoio à livre iniciativa, a unidade da classe empresarial e a garantia da democracia e do desenvolvimento. Atualmente, mais de 420 Associações Comerciais integram a Facesp e lutam, juntas, pela bandeira do empreendedorismo.