Em debate na ACSP, Bruno Covas diz que quer regularizar mais ambulantes para não prejudicar lojistas

São Paulo, 30 de setembro de 2020 – O prefeito da capital e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), prometeu incentivar cada vez mais a regularização de ambulantes para que eles possam trabalhar sem que haja prejuízo aos lojistas da cidade. O acompanhamento da Prefeitura ajuda a controlar o número de profissionais em cada via e, desta forma, evita aglomerações nas calçadas e na frente dos imóveis. Algumas regiões apresentam em alguns momentos grande números de vendedores autônomos que cobre as entradas de estabelecimentos comerciais. O compromisso de intermediar uma boa relação entre os proprietários de comércio e os autônomos, que montam suas barracas em via pública, foi assumido por Covas em debate realizado, nesta terça-feira (29), na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“Mais de dez mil ambulantes já se regularizaram em São Paulo e, por isso, podem trabalhar de forma organizada e em espaço permitido”, afirmou. As regiões do Brás, Rua 25 de Março, Liberdade e Parque Dom Pedro II, próximo ao Mercadão, já tem muitos camelôs nas ruas, portanto, segundo o prefeito, não pode mais haver a regularização deste tipo de comércio nestes locais. “A calçada é pública, mas, para trabalhar, as pessoas precisam ter o TPU (Termo de Permissão de Uso) e isto é limitado a cada região”, disse. Por conta da aglomeração de ambulantes, é comum ver muitas reclamações de lojistas. Um dos lugares mais críticos é a região do Brás. “A legalização evita que muita gente tenha de correr do ‘rapa’ quando a fiscalização chega”, comentou.  

O prefeito de São Paulo disse ainda que se for reeleito pretende ampliar as privatizações na cidade. Um dos exemplos citados por ele foram a do serviço funerário, de terminais de ônibus e a concessão das áreas que ficam debaixo de viadutos. Outro ponto de discussão polêmico do debate foi em relação a volta às aulas. “Pode ter a pressão que for para abrir as escolas, mas a retomada do ensino só vai ocorrer quando a vigilância municipal autorizar”, informou.

Bruno Covas foi o primeiro convidado para um ciclo de debates com representantes da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O evento, que foi transmitido ao vivo pelo Youtube, Facebook e aplicativo Zoom, contou com representantes das distritais. Alguns destes membros puderam fazer suas perguntas para o atual prefeito por videoconferência. Outro pequeno grupo, que estava presencialmente no local, também pôde fazer questionamento ao candidato.

Na Pesquisa Eleitoral Ibope, realizada entre 15 e 17 de setembro e encomendada pela ACSP, Covas aparece em segundo lugar, com 18% das intenções de votos. Celso Russomanno (Republicanos) lidera o cenário, com 24%. Guilherme Boulos (PSOL), com 8%, e Márcio França (PSB), com 6%; estão empatados tecnicamente, levando-se em consideração a margem de erro do estudo. Arthur do Val (Patriota) e Joice Hasselmann (PSL) têm 2% de eleitores. Com 1% estão Andrea Matarazzo (PSD), Filipe Sabará (Novo), Jilmar Tatto (PT), Levy Fidelix (PRTB), Marina Helou (Rede Sustentabilidade), Orlando Silva (PCdoB) e Vera Lúcia (PSTU).

Em um estudo espontâneo (em que não se fala o nome dos candidatos para as pessoas), a liderança fica com o atual prefeito Bruno Covas (PSDB), com 7%. Em seguida aparece Guilherme Boulos (PSOL), com 7%, e Celso Russomanno (Republicanos), com 3%. Os pesquisadores do Ibope ouviram 1001 eleitores da cidade de São Paulo. A margem de erro do estudo estimulado é de 3% para cima ou para baixo.