Goulart entra com ação civil pública no Mistério Público do Estado de São Paulo contra a Enel

A empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em vários municípios no Estado de São Paulo mudou, mas os problemas continuam os mesmos. A antiga AES Eletropaulo foi comprada pela Enel em junho de 2018 e a promessa da gigante Italiana que tem concessões para distribuição de energia em outros três estados (Goiás, Ceará e Rio de Janeiro), era de investimentos e melhorias na prestação de serviços, mas o que os paulistas e paulistanos têm visto e vivenciado no dia a dia é uma situação completamente diferente, principalmente a cada temporal que atinge as cidades, em que fica claro toda fragilidade da Enel em lidar com situações emergenciais.

A inércia da Enel para resolver os problemas que afligem a população levou Antonio Goulart e o Vereador Rodrigo Goulart a impetraram uma ação civil pública no Mistério Público do Estado de São Paulo contra a empresa.  “Nossa denúncia foi acatada, portanto foi aberta uma ação civil pública contra a Enel. No dia 25 de fevereiro, após um temporal, tivemos um apagão na cidade de São Paulo pela total irresponsabilidade da empresa, a qual tinha quatro horas para restabelecer os serviços, mas muitos bairros ficaram até cinco dias sem energia, causando inúmeros prejuízos aos comércios e também às residências que têm seus produtos no freezer. Prejudicou ainda muitos doentes que fazem uso de aparelhos eletrônicos e dependem de eletricidade”.

Goulart destaca que na Zona Sul de São Paulo tem sido corriqueiro a falta de energia e por conta das árvores que caem sobre a fiação durante as chuvas. “As Prefeituras Regionais só podem fazer podas de árvores próximas à fiação com o apoio da empresa de distribuição de energia elétrica e geralmente essa poda leva até três anos para acontecer por conta de falta de agenda tanto da Prefeitura Regional quanto da empresa responsável pela distribuição de energia, e quando vem uma chuva forte muitas vezes já e tarde demais”. 

Antonio Goulart relembra ainda que na época em que era vereador aprovaram em 2005 na Câmara Municipal uma lei para que toda fiação da cidade fosse aterrada. “Infelizmente na época a AES Eletropaulo não cumpriu a lei, mas estamos em contato com o Ministério Público e com as autoridades do executivo municipal para também entrarmos com novas ações na justiça para obrigar agora a Enel a fazer o aterramento da fiação, só assim nós teremos maior tranquilidade na ocorrência de novas tempestades já que realmente tem chovido muito na cidade de são Paulo. Somente no dia 25 de fevereiro caíram 655 árvores no município, mas isso não justifica esta ineficiência toda. Na tarde do último domingo, 28 de abril, um vendaval atingiu vários municípios e mais uma vez a população sofreu com árvores caídas sobre fiação, não podemos permitir que isso aconteça mais”, finaliza Goulart.