Governo de SP participa da retomada das atividades da Fábrica de Aduelas da Linha 6-Laranja do metrô

O Vice-Governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, participou nesta terça-feira (14) da retomada das atividades da Fábrica de Aduelas da Linha 6-Laranja. A Concessionária Linha Universidade e a ACCIONA recomeçaram as operações da fábrica, que produz os segmentos de concreto pré-moldado utilizados para a sustentação dos túneis subterrâneos da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo. A grande presença feminina na força de trabalho e na liderança da fábrica é um dos diferenciais, pois cerca de 70% da equipe será formada por mulheres.

“Eu já tinha passado por aqui, pela fábrica de aduelas parada, e fico feliz de ver as operações dela sendo retomadas agora, fabricando um insumo fundamental para fazer aquilo que, talvez seja o mais importante em um grande centro urbano, que é melhorar a mobilidade das pessoas. Quando a Linha 6-Laranja estiver pronta, nós sabemos quantas horas vamos economizar por dia no transporte público”, disse Garcia.

Com o recomeço das atividades, serão fabricadas as mais de 60 mil novas aduelas que serão utilizadas até o final da construção da linha, com previsão de ser inaugurada integralmente em 2025. As aduelas são fundamentais para o início da operação das duas tuneladoras (tatuzões), inclusive, já foi realizado o primeiro transporte de aduelas para os canteiros de obras. A primeira tuneladora – que seguirá no sentido sul – começará a operar ainda este mês e percorrerá o trecho entre as estações Santa Marina e São Joaquim. A partir do poço central, o equipamento perfurará dez quilômetros, abrangendo dez estações, com escavações em solo.

Outra etapa das obras prevê a instalação da segunda tuneladora para a escavação em rocha de 5,3 quilômetros no sentido norte – até a futura estação Brasilândia.

“Esta fábrica começa a funcionar hoje porque o Governador João Doria e o Vice-Governador Rodrigo Garcia tiveram coragem, ousadia e determinação de retomar o contrato da produção da Linha 6-Laranja. Foram meses e meses de negociação com a ACCIONA para que a gente chegasse neste momento, para poder trabalhar uma nova linha de metrô que atenderá 630 mil brasileiros que moram em São Paulo e que hoje levam mais de uma hora e meia para ir da Brasilândia para o centro de São Paulo e que farão este trajeto em 23 minutos”, afirmou o secretário de Transportes Metropolitanos, Paulo Galli.

A fábrica, que contará com mais de 120 colaboradores, terá grande parte da força de trabalho formada por mulheres. Parte delas ainda não possuía experiência no setor ou em suas funções. Elas foram selecionadas pelo programa “Mulheres da Construção” da ACCIONA, que além de contratar, também oferece capacitação profissional certificada em parceria com o Senai e a Escola da Movimentação. Alguns dos postos de trabalho já ocupados por mulheres na linha de produção da Fábrica de Aduelas são: Auxiliares de Produção, Ponte Rolante, Movimentação de Carga, Ajudantes de Pedreiras, além de funções de liderança, como Responsável de Produção, Engenheiras e Técnicas.

“Com o programa Mulheres da Construção, ratificamos nosso compromisso com a diversidade, a inclusão de gênero e a transformação do cenário de nosso segmento, onde usualmente não se encontram muitas mulheres na linha de frente”, disse André De Angelo, diretor País da ACCIONA, empresa responsável pela construção e principal acionista da Linha Uni.

Ao todo, a Linha 6-Laranja já conta com mais de 5 mil trabalhadores, diretos e indiretos, em 19 frentes de trabalho simultâneas. Ao longo de toda a obra, serão gerados mais de 9 mil empregos.

Fábrica e processo produtivo

A fábrica está localizada estrategicamente em uma pedreira de Perus (SP), com uma área de 40 mil metros quadrados, próxima a importantes rodovias, como o Rodoanel, Rodovia dos Bandeirantes e Marginal Tietê.

Nove aduelas compõem um anel a ser instalado nos túneis. A capacidade de produção é de 15 anéis completos por dia, que equivalem a 27 metros de extensão. Cada anel tem diâmetro externo de 10,2 metros, largura de 1,8 metro e peso de 58 toneladas. Até o final das obras, serão aproximadamente 6,5 mil anéis produzidos, consumindo 145 mil metros cúbicos de concreto, 58 mil toneladas de cimento e mais de 9 mil toneladas de aço.
A linha de produção de um anel de concreto é composta por diferentes etapas, desde a limpeza das formas até o estoque. Depois de estocados por 28 dias – tempo ideal para garantir a cura do concreto – os segmentos podem ser movidos e colocados na frente da tuneladora, que os posiciona à medida em que cava os 15,3 quilômetros da nova linha de metrô.

Sobre a Linha Universidade ou Linha 6-Laranja

Com 15 km de extensão e 15 estações, a Linha 6-Laranja de metrô de São Paulo vai ligar o bairro da Brasilândia, na zona norte, à Estação São Joaquim, na região central da cidade, reduzindo a apenas 23 minutos um trajeto que hoje é feito de ônibus em cerca de uma hora e meia. A linha deverá transportar cerca de 630 mil passageiros por dia.

Maior obra de infraestrutura em execução atualmente na América Latina, o empreendimento é uma parceria público-privada (PPP) do Governo do Estado de São Paulo com a Concessionária Linha Universidade. As obras estão em execução pelo braço de construção do grupo ACCIONA, com geração de mais de 9 mil empregos. Depois de finalizada, a Linha 6 será operada pela Linha Uni por 19 anos.