Histórico edifício Sampaio Moreira vira nova sede da Secretaria da Cultura de São Paulo

O prefeito Bruno Covas, acompanhado pelo secretário municipal de Cultura, André Sturm, entregou nesta terça-feira (11) à cidade de São Paulo o restauro do edifício histórico Sampaio Moreira, na Rua Líbero Badaró, 340, região central da cidade, que passa a ser a sede da Secretaria Municipal de Cultura.

A pasta estava instalada na Avenida São João, no local que continuará abrigando o Centro Cultural Olido. O aluguel dos andares liberados custava R$ 1,5 mi/ano para os cofres públicos.

“Hoje reabrimos o Edifício Sampaio Moreira, primeiro arranha-céu da cidade de São Paulo. Ele não é apenas a nova sede da Secretaria Municipal de Cultura, como também, em breve, se tornará um local de visitação para a população, assim como acontece na sede da Prefeitura”, disse o prefeito Bruno Covas.

O edifício Sampaio Moreira é considerado o primeiro arranha-céu de São Paulo, com 50 metros de altura e 12 andares. Foi projetado pelo arquiteto Chistiano Stockler para o comerciante Sampaio Moreira e inaugurado em 1924.  Seu restauro, para abrigar a Secretaria Municipal de Cultura, foi dividido em duas etapas, nas quais foram investidos R$ 28,9 milhões.

A disposição original das salas comerciais, que antes funcionavam no local, foi mantida somente no quinto andar, para oferecer ao público a oportunidade de conhecer o prédio em seu formato original.

O término da segunda fase está previsto para maio do próximo ano, quando serão entregues um auditório no primeiro pavimento, a revitalização das fachadas laterais e do fundo, além de um refeitório na cobertura do edifício.

“Nada mais adequado que a sede da Secretaria Municipal de Cultura funcionar em um prédio tombado como patrimônio histórico da cidade de São Paulo. É um local diferente, acolhedor, com pé direito mais alto, o que torna também o ambiente mais agradável para servidores e toda a equipe”, afirmou André Sturm.

Patrimônio histórico

Desde sua abertura, na década de 1920, o Sampaio Moreira, com suas 180 salas comerciais, abriga, no térreo, a Casa Godinho, um dos estabelecimentos comerciais mais antigos da cidade (antes desse período, atendia na Paça da Sé). O prédio foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) em 1992, juntamente com um conjunto de imóveis localizados no entorno do Vale do Anhangabaú.

Em 2010, foi desapropriado para abrigar a Secretaria Municipal de Cultura. As obras de restauro, iniciadas em 2012, recuperaram suas características originais, adaptando-o às novas necessidades de acessibilidade e segurança (incluindo a construção de um bloco anexo nos fundos, com escada de emergência).  As construções foram paralisadas em 2015 e retomadas em 2017. A Casa Godinho continua funcionando no local.