Inadimplência foi tema da palestra gratuita aos empresários realizada pela AESUL

Num momento em que a economia está em crise o perigo de fazer vendas e ficar sem receber é uma preocupação de muitos empresários. E se precisar fazer a cobrança? Como deve ser feita e qual a documentação? Pensando nisso, a AESUL trouxe em 9 de novembro, a palestra gratuita “Redução da inadimplência e cobrança dos devedores” ministrada pelo advogado Felipe de Brito Almeida da Almeida & Matos. O intuito foi esclarecer aos presentes como podem realizar suas vendas e a concessão de crédito com mais segurança, além de saber como agir em casos de descumprimento de pagamento. Dentre os tópicos abordados pelo advogado estavam: como proteger seu crédito; constituindo título executivo; cobrança extrajudicial; cobrança sem advogado; cheques; protesto; entre outros. “Adotar uma política de crédito adequada ao seu modelo de negócio pode reduzir de maneira considerável a inadimplência. Às vezes, uma breve pesquisa em sistema de proteção ao crédito pode salvar a pessoa de um eventual inadimplente. Por exemplo, no site www.tjsp.jus.br dá para ver se existe qualquer ação judicial, desde que não esteja em segredo de estado”, expressa Felipe. O advogado disse que a elaboração de título de crédito proporciona maior garantia na hora de vender, como duplicatas, notas promissórias, cheques e documento particular assinado pelos menos por duas testemunhas (contrato). Destacou que é muito importante anotar os dados corretos na hora da entrega de um produto, pois se, eventualmente, o vendedor tiver problema de pagamento em virtude de o devedor alegar não ter recebido a compra, é essencial ter os dados completos de quem recebeu a mercadoria para facilitar a comprovação.   Felipe deu dicas de como agir sem o auxílio direto de um profissional. Se o credor optar em ir para a justiça, ele deve saber que para causas no Juizado Especial Cível com valor de até 20 salários mínimos, não há necessidade de advogado. O pedido poderá ser formulado pela própria pessoa com a documentação correta para cobrar pessoa física, EPP, ME e MEI. Felipe destaca que é melhor tentar uma negociação mais “amigável” antes de entrar na justiça, pois será algo muito demorado em virtude de muitos processos.