Inaugura NOVA estação Higienópolis-Mackenzie

O governador Geraldo Alckmin entregou nesta terça-feira, 23, a 72ª estação de metrô de São Paulo. A estação Higienópolis-Mackenzie faz parte da Linha 4-Amarela, a primeira Parceria Público-Privada do Brasil, que está em operação desde 2010 e desde então já transportou 1,2 bilhão de pessoas. “É uma grande alegria, na antevéspera do aniversário da cidade de São Paulo, essa cidade símbolo da capacidade empreendedora, de trabalho, estarmos entregando mais uma estação de metrô”, celebrou Alckmin. “A Linha Amarela é a mais moderna do Brasil, a primeira pelo sistema driverless”, comentou o governador sobre o sistema de trens automatizados, sem maquinistas.

Essa nova estação vai funcionar, inicialmente, de segunda a domingo, das 10h00 às 15h00. Esse formato é chamado de Operação Comercial Restrita e consiste na maturação dos equipamentos e sistemas, como os de alimentação elétrica, sinalização e telecomunicações, permitindo o aperfeiçoamento dos métodos de operação da estação. Esta fase deve durar até o dia 3 de fevereiro, quando o funcionamento da estação será ampliado, operando de domingo a sexta das 4h40 à 0h00, e aos sábados das 4h40 à 1h00, como nas demais estações da rede. Construída pelo Metrô de São Paulo, a Higienópolis-Mackenzie é a oitava estação em funcionamento da Linha 4-Amarela, operada pela concessionária ViaQuatro. Com a estimativa de receber 42 mil pessoas diariamente, ela não irá alterar a extensão da rede metroviária da capital paulista, de 80,4 km, já que fica no trecho intermediário entre as estações República e Paulista, ambas em operação.  mais nova estação da região central de São Paulo facilitará o acesso para quem vai à Rua da Consolação e locais como o Tribunal Regional do Trabalho, Mackenzie, Centro Universitário Maria Antonia (USP), PUC–Campus Consolação, Sesc Consolação, Shopping Frei Caneca, Praça Roosevelt e Cemitério da Consolação. Serão dois acessos: Mackenzie, na esquina das ruas da Consolação e Piauí; e Ouro Preto, que fica no lado oposto da Rua da Consolação, quase na esquina com a Rua Visconde de Ouro Preto.

A estação é totalmente acessível aos usuários com deficiência e mobilidade reduzida. Os pavimentos contam com cinco elevadores que fazem a interligação da rua com o mezanino e com as plataformas, além de 26 escadas rolantes e 13 fixas. Também foram instalados outros equipamentos que facilitam a acessibilidade, como piso podotátil direcional, corrimãos e fita antiderrapante nos degraus das escadas fixas. O acabamento da estação foi feito seguindo o padrão arquitetônico adotado nas demais paradas da Linha 4-Amarela. Nos acessos e plataformas, há revestimento nas paredes com cerâmicas esmaltadas, utilizando algumas tonalidades diferentes das cores verde e cinza, como menta e jade, e também grafite e petróleo. No mezanino, o guarda-corpo foi feito com a utilização de vidro, conferindo um layout mais leve à estação. Com 25 metros de profundidade, a construção da estação foi feita por diferentes formas construtivas. O corpo foi feito através de uma tuneladora Shield (conhecida como tatuzão) que construiu os túneis da linha e complementado pelo método NATM (túnel mineiro). Ao todo, foram escavados mais de 6 mil m³. Ao todo, são 12 mil m² de área construída, com o uso de 4,5 mil m³ de concreto, que compreende todo o corpo da estação, com as duas plataformas laterais, mezanino, dois acessos externos e um edifício anexo de seis andares que abrigará as salas técnicas operacionais.

Linha 4-Amarela

Projetada para ser implantada em diferentes fases, a Linha 4-Amarela está em operação desde 2010 e, desde então, já transportou 1,2 bilhão de pessoas. A linha, que é construída pelo Metrô de São Paulo e é administrada e operada pela concessionária ViaQuatro, atualmente funciona de Luz a Butantã, com 8,9 km e sete estações, permitindo a conexão com seis linhas da rede sobre trilhos de São Paulo, em quatro estações diferentes. Por ela passam em média 730 mil pessoas por dia útil.

A segunda fase de implantação da linha consiste na construção das estações Fradique Coutinho (aberta em 2014), Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, além do terminal de ônibus Vila Sônia, um túnel de 1,5 km para chegada a esta última estação, complementação do Pátio de Manutenção da Vila Sônia e também a compra e instalação das portas de plataforma, e dos sistemas de alimentação elétrica, auxiliares e de telecomunicações. Toda esta etapa tem o valor orçado em R$ 1,9 bilhão.

As obras desta fase prosseguem e a estação Oscar Freire tem a meta de conclusão em março de 2018. Em seguida, no mês de julho, deve ser concluída a estação São Paulo-Morumbi. A estação Vila Sônia, a última desta etapa, deve ser finalizada em dezembro de 2019.