Palestra na AESUL teve técnicas para superar a ansiedade e falar com autoconfiança em público

A sede da AESUL esteve cheia de pessoas que interagiram ativamente nos exercícios vocais e aprenderam como envolver os ouvintes através do volume, modulação, articulação e dicção

O receio de falar em público é uma forma comum de ansiedade. Pode variar de ligeiro nervosismo ao medo paralisante. E para auxiliar em aprender esta habilidade, a AESUL – Associação Empresarial da Região Sul, realizou gratuitamente a palestra “O Poder da Autoconfiança – Práticas em voz, fala e comportamento para apresentações pessoais em diversos locais” no dia 10 de agosto, a qual contou com atividades vocais e dicas de comunicação verbal feitas pela Fonoaudióloga Viviane Gilg e Psicóloga Rayanne Campos.

Juliana Lopes, Presidente da AESUL, fez questão de prestigiar o evento. “Falar ao microfone é uma responsabilidade grande, antes de uma palestra com este tema”, brincou Juliana. “Vejo rostinhos novos e espero que se beneficiem do conteúdo apresentado, sabemos que nem todos conseguem se pronunciar de forma confortável e eloquente, porém esperamos ajudar um pouco e que coloquem em ação os métodos ensinados”.

Para não deixar o conteúdo “maçante”, as palestrantes passaram exercícios práticos de reflexão e de voz. O público que lotou o auditório executou as técnicas passadas de forma solícita. Todos estavam focados nas dicas e estratégias para melhorar postura, vibração das pregas vocais, entonação, respiração, entre outros.

No primeiro exercício passado, foi pedido aos presentes que se sentassem em duplas e conversassem por um minuto sobre os sinais que o corpo dá quando a pessoa é chamada para expressar-se à frente de um grupo. As profissionais informaram que é normal ter sensações de esquecimento, suor, boca seca e tremores ao falar com o cliente, passar um feedback à equipe ou se pronunciar à plateia. Explicaram que isso ocorre por causa do cérebro reptiliano responsável por nossos instintos. Quando se está em perigo ou tensão, é esta parte cerebral que nos diz: “perigo, foge, ataca ou fica”.

Após isso, foi pedido que os visitantes ficassem de pé com os olhos fechados e “conversassem mentalmente com o medo”. Rayanne comentou que o medo é essencial, pois é uma defesa, todavia é necessário controlá-lo para não interferir de forma negativa nas tarefas pessoais ou profissionais. “Outra estratégia eficaz para acalmar os nervos é respirar profundamente pelo diafragma e barriga, pois gera oxigenação no cérebro e acalma”.

Foi exposto que a voz tem três dimensões: orgânica (corpo), psicológica (demonstra o estado de espírito, humor, etc) e social (carrega informações de idade e sotaque, por exemplo). E para se tornar um bom profissional depende do equilíbrio destes três aspectos. “Lembre-se voz é RDI: voz, dicção e intuição. Se você conseguir controlar estes três itens, certamente, terá um bom desempenho”, destaca Vivian.

Outras dicas passadas foram de que volume baixo de voz transmite ao ouvinte insegurança, falar devagar causa irritação no outro e quanto mais perto se está no receptor, menor é o volume da voz. De vocabulário, as palestrantes pediram para não usar: “Então…”, “Na verdade” e “É isso” ao fim das apresentações. Elas pediram também para ter uma “escuta ativa”, ou seja, muito antes de julgar a comunicação do outro, deve-se procurar entender qual é a situação, de onde a pessoa em questão veio, etc.“Agradecemos à Presidente da AESUL Juliana, à Diretora de Cursos & Palestras da AESUL Patrícia Atui, à associada Cristina Santana do Apoiando Ideias, as quais acreditaram em nosso trabalho, além de toda equipe da Associação e dos presentes”, reforçaram as palestrantes.

A palestra foi apenas um começo para quem quer se tornar um bom orador, portanto quem deseja fazer cursos personalizados para grupo e de forma individual pode entrar em contato com palestrantes nos e-mails: viviane@expressaofono.com.br e rayannecampos@hotmail.com.