Prefeitura entrega primeira fase de restauro do Centro Cultural Vila Itororó

Um importante marco da história e da arquitetura paulistana está sendo entregue à cidade. A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta sexta-feira (20) a primeira fase do restauro da Vila Itororó, que faz parte dos movimentos estratégicos Memória Paulistana e Pertencimento e Vínculo, do programa São Paulo Capital da Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura. A iniciativa complementa um ciclo que devolve à capital este importante patrimônio histórico.

O espaço, que está de portas abertas desde 2015, agora assume oficialmente sua vocação de centro cultural e espaço de convivência e residência artística. Com acesso pela Rua Pedroso, 238, na Bela Vista, o Centro Cultural conta com atividades como oficinas, apresentações e usos espontâneos.

“É muito interessante a gente conseguir juntar diversas formas de ocupação do patrimônio. Vamos oferecer equipamentos públicos como o Fab Lab – com toda a tecnologia e a inovação – e a Casa da Memória Paulistana, local onde ocorrerão debates e oficinas. Vamos desenvolver também ações para aproximar a população da história de São Paulo”, falou Alê Youssef, secretário municipal de Cultura.

A restauração abrange, no total, três etapas. A primeira fase contemplou as casas 5, 6, 7 e o bloco 11 com nove apartamentos. Já a segunda fase, vai restaurar as casas 2, 3, 4, 9 e 10. Por último, será totalmente recuperado o Palacete da Vila Itororó e a mobilização do canteiro, contando com o restauro da primeira piscina particular da cidade de São Paulo e uma quadra poliesportiva.

“Eu frequento a Vila Itororó e considero um espaço cultural único. Aqui temos redes para as pessoas descansar, temos cursos gratuitos com profissionais de alto nível, dança de salão, culinária, capoeira e ioga”, disse o frequentador do espaço, Jerônimo Cândido.

Allan Dias, jovem monitor da Vila, falou da importância do centro cultural. “O nosso intuito é que seja uma praça que tenha muitas atividades, onde o uso seja espontâneo, para respeitar e manter a memória do local”.

A primeira fase da reforma entrega a casa 5, que abriga o projeto da cozinha pública da Vila Itororó; a casa 6, ou “A Casa da Memória”, que recebe o núcleo do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), o Museu da Cidade de São Paulo e a Coordenadoria de Programas de Formação;  a casa 7, que vai abrigar nos três andares o novo laboratório do Fab Lab, com oficinas e atividades digitais; e a casa 8, um espaço multiuso que recebe apresentações, experimentações, ensaios, rodas de conversas, intervenções, música e muito mais.

“A Vila foi reconhecida como patrimônio histórico em 2002 e, agora com uma das primeiras fases inauguradas, vamos abrigar a Casa da Memória, espaço onde vamos compartilhar com a comunidade a memória desse conjunto arquitetônico do século XX”, comentou Raquel Schenkan, diretora do DPH.

Além das casas, a primeira etapa de restauros também inaugura o bloco 11, que tem nove apartamentos, sendo sete abertos para residências artísticas e dois que recebem a Clínica Pública de Psicanálise.

Sobre a Vila Itororó

Conjunto remanescente de edificações construídas nos anos 1920 como casas de aluguel, em São Paulo, a Vila Itororó sempre teve como uso principal a moradia, mas foi reconhecido patrimônio histórico e desapropriada para fins culturais. O formato aberto do restauro é uma forma de aproximar a comunidade deste futuro polo cultural.