Reação, entrega e liderança: como o Palmeiras ganhou cara de Libertadores.

Considerado um dos favoritos a vencer a Libertadores em 2017, o Palmeiras vem confirmando esta condição dentro de campo. Após quatro rodadas, o time de Eduardo Baptista está a um empate de garantir a classificação paras as oitavas de final. Veja a classificação do torneio.

Os palmeirenses chegaram a 10 pontos após quatro jogos da fase de grupos, assim como Godoy Cruz, da Argentina, e Grêmio. Apenas o River Plate, que mantém 100% de aproveitamento em três jogos, pode ultrapassar o trio na disputa pela melhor campanha nesta rodada.

Veja as razões que comprovam a força do Verdão na Libertadores:

Poder de reação
Imagine ir para o intervalo perdendo por dois gols de diferença em um duelo fora de casa. Derrota na certa, né? Não para o Palmeiras. Contra o Peñarol, no Uruguai, o Verdão voltou do intervalo pressionando o adversário e conseguiu a virada. O mesmo já havia ocorrido no duelo de São Paulo, mas o triunfo da terceira rodada só foi confirmado nos acréscimos.

Paciência para furar retranca
E por falar em acréscimo, não dá para não elogiar a entrega e dedicação do time do técnico Eduardo Baptista. Nos dois jogos em casa, o Verdão precisou de paciência para infiltrar nas defesas adversárias. Os gols da vitória contra Jorge Wilstermann e Peñarol só saíram na última bola do jogo: aos 50 minutos contra os bolivianos e aos 54 minutos contra os uruguaios.

Força como mandante
A arena tem jogado junto com o time palmeirense desde a reinauguração do estádio. Não à toa, o clube conquistou a Copa do Brasil e o Brasileirão nos últimos dois anos. Em 2017, o Verdão tem 100% de aproveitamento como mandante na Libertadores: vitórias contra Jorge Wilstermann e Peñarol – o duelo contra o Atlético Tucumán será no dia 24 de maio. No geral, os números no local neste ano são excelentes: são oito vitórias e dois empates em 10 jogos. Já são 21 jogos de invencibilidade em casa.

Felipe Melo é ovacionado no retorno a São Paulo na última semana (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)

Felipe Melo é ovacionado no retorno a São Paulo na última semana (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)

Versatilidade do elenco
Eduardo Baptista tem montado o Palmeiras de acordo com o adversário. Em Montevidéu, por exemplo, o técnico surpreendeu ao escalar uma formação com três zagueiros – que não deu certo – e voltar do intervalo com três atacantes. Escalado no meio, Michel Bastos terminou a partida na lateral e teve destaque. Guerra é outro que tem chamado a atenção como armador, mas pode também atuar mais recuado.

Desempenho fora de casa
Se na Libertadores é fundamental roubar pontos dos seus adversários fora de casa, o Palmeiras tem feito bem a lição. Em Tucumán, na estreia, empate em 1 a 1 após jogar com um jogador a menos desde o primeiro tempo. Em Montevidéu, virada contra o Peñarol e vitória por 3 a 2. Na próxima partida, um empate contra o Jorge Wilstermann na Bolívia já garante o Verdão no mata-mata da Libertadores.