Serviço da Zona Sul proporciona primeira experiência dos atendidos com grafite

O Centro de Convivência Intergeracional (CCInter) Projeto Quixote, localizado na Vila Mariana, oferece diferentes oficinas de acolhimento e arte para os atendidos. Semanalmente, duas turmas de idades variadas têm contato com as técnicas de desenho e com as questões culturais e históricas do grafite. O retorno dessa oficina aconteceu em maio deste ano e na última terça-feira (21) foi a primeira vez que os participantes praticaram com tintas na parede.

Inicialmente foi feita uma roda de conversa com apresentações dos cinco atendidos que estava presentes na atividade, por meio de uma dinâmica em que cada um passava uma fita para o outro, eles foram incentivados a contarem um pouco de suas histórias e interesses na oficina. O grupo contou com atendidos que começaram a frequentar o CCInter em diferentes momentos, por isso nem todos se conheciam.

Posteriormente, o oficineiro Willian Trindade, fez um esboço de um rosto que foi pintado pelos atendidos em conjunto. O espaço externo do CCInter tem diversas pinturas feitas pelos atendidos ao longo das oficinas artísticas oferecidas. Dessa vez uma arte antiga foi coberta por um desenho colaborativo feito pelas crianças e adolescentes dessa turma.

Trindade conta que a experiência em grupo dos atendidos é muito rica e que ele “não tinha expectativas pessoais sobre a atividade para não pressionar as crianças e os adolescentes”. Ele ressalta que, por ser o primeiro contato com esses materiais, “muitos deles ficam assustados quando os traços não saem como esperado, mas o foco é apontar as soluções”.

O CCInter busca oferecer acolhimento e fortalecer os vínculos entre atendidos de diferentes idades, e as prioridades dos educadores são o respeito e do cuidado entre eles. Segundo Trindade, “a base do Projeto Quixote é a arte em suas diversas linguagens, essa é uma característica muito forte para trabalhar as questões de cada um dos atendidos”.