Simulado: teste de eficiência para o Formula 1 Heineken Grande Prêmio do Brasil 2019

O diretor de prova e diretor esportivo do GP Brasil de F1, Felippe Biazzi, e o diretor-médico da corrida, Dino Altmann, simularam os procedimentos principais de uma corrida, neste sábado, no autódromo de Interlagos. O ensaio geral mostrou que as diversas equipes de pista estão prontas para o Formula 1 Heineken Grande Prêmio do Brasil 2019, que acontece nos dias 15, 16 e 17 de novembro, no circuito paulistano.

Qual a importância do exercício simulado? Biazzi lembra que, na Europa, por exemplo, as equipes têm muito mais atividades ao longo do ano, já que os europeus contam com diversas categorias de ponta. No Brasil, a equipe do GP Brasil de F1 só voltará a atuar em uma prova internacional de alto nível no ano que vem, durante o GP Brasil de F1 2020. “Fora isso temos uma renovação das equipes entre 10 e 15%. E os novos devem estar bem preparados”.

O simulado contou com procedimento de largada pela equipe de box, volta de apresentação, procedimento de bandeira vermelha e trabalho da comissão técnica. Trabalharam ainda as equipes de resgate e combate a incêndio. Cerca de 300 pessoas participaram da operação. Depois dos módulos de treinamento online e reunião geral, o simulado é o ponto alto da preparação das equipes para a corrida.

A equipe do Grupo Leforte, o hospital oficial do GP Brasil de F1, terá um centro médico dentro do autódromo com todo o equipamento necessário para qualquer intervenção, contando com 24 médicos e 120 profissionais. Equipes estarão de plantão ainda nas unidades da Liberdade e Morumbi.

O exercício de ‘extração do piloto’ é um dos pontos mais cruciais do simulado. Dino Altmann avalia: “a forma de extrair o piloto do cockpit é fundamental para seu melhor atendimento. Hoje em dia, com os dados que dispomos em rede, os médicos chegam no local do acidente já sabendo de antemão qual foi a força G da batida, que tipo de trauma físico o piloto pode ter sofrido.  Isso torna o atendimento mais rápido e eficiente”.

Atualmente, o exercício de extração do piloto é realizado em um cockpit desenvolvido pela Federação Internacional de Automobilismo que possui as dimensões exatas de um cockpit de um carro de Fórmula 1, inclusive com o halo.