Uma praça renovada para a Vila da Paz

Quando a irmã Agostina chegou na década de 1970 à Vila da Paz, encostada na avenida Interlagos, o bairro não tinha praticamente nada. Nem mesmo uma creche para as moradoras. Foi ela que ajudou a erguer o que viria a ser o primeiro Centro de Educação Infantil (CEI) do bairro. Ali, diante da praça do encontro das ruas Rio Paraíba e Rio Paraibuna, formou-se também um local de encontro e convívio. Para garantir mais conforto aos moradores, a Subprefeitura Capela do Socorro revitalizou a praça, dentro do programa Bairro Legal. A praça de 2.500 metros quadrados agora é outra.

Graças ao programa, o espaço foi todo remodelado, com brinquedos novos para as crianças e aparelhos de ginástica recuperados para os adultos. Onde havia um pequeno balanço, agora há balanço, gangorra, escorregador, casa do Tarzan. Nos passeios cercados de mato alto e árvores de folhagem densa, assenta-se uma praça com mesas para jogos, passeios bem delimitados e limpos, grama cuidada e árvores podadas.

No dia 4 de maio, um sábado, a praça se encheu de moradores e funcionários da Subprefeitura para o retoque final. Crianças plantaram mudas de flores. E os adultos plantaram novas árvores.

Quem vive na praça ficou mais feliz. Dona Maria Ferreira, vice-presidente da comunidade e diretora da creche, vinha perseguindo essas melhorias há muito tempo. Em especial para as crianças da CEI: é na praça que as professoras levam os pequenos para ouvir histórias e brincar nos aparelhos. Por conta dos novos brinquedos e do ambiente mais acolhedor, a visita frequente ficou melhor para todos.

Com a praça renovada, os moradores ganham também a responsabilidade de – com a ajuda da Subprefeitura – cuidar para que o espaço seja sempre disponível, bonito e limpo. Essa é a essência do programa Bairro Legal: a Subprefeitura faz obras para deixar o local em condições de uso; os moradores esmeram-se em cuidar da manutenção e evitar jogar lixo no local. É uma cooperação que resulta em bem-estar para a população.

Irmã Agostina

No ano de 1978, uma missionária italiana chamada Anna Maria Del Balzo, a Irmã Agostina, apoiada por um grupo de jovens, iniciou algumas atividades na comunidade ao lado do Autódromo de Interlagos. O objetivo era oferecer apoio às famílias que viviam em situação de extrema pobreza, com índice de mortalidade infantil elevado, devido à falta de higiene, desnutrição e fome constantes. A falta de uma creche era evidente, para atender as mães que tinham de trabalhar e não tinham onde deixar suas crianças.

Só em 1992, entretanto, O CEI Vila Nicarágua foi oficialmente fundado e incorporado aos equipamentos da Prefeitura de São Paulo. O CEI iniciou as suas atividades com um número pequeno de crianças: apenas 20 na faixa de 0 a 6 anos. O atendimento era feito em um grande salão dividido por caixotes de feira – de um lado eram realizadas as atividades da escolinha; do outro, ficava o refeitório onde as crianças faziam suas refeições.

De lá para cá, o CEI cresceu. Hoje, o prédio é bem construído e dividido, com seis salas de aula. A organização atende 117 crianças na faixa de 0 a 3 anos e 11 meses.