—— Nova unidade atende região com maior concentração de famílias inscritas no CadÚnico e oferece cerca de 600 produtos com descontos de até 50% ——
A política de segurança alimentar da Prefeitura de São Paulo ganhou um novo reforço nesta quinta-feira (27), com a inauguração do oitavo Armazém Solidário da cidade, no Parque Grajaú, Zona Sul. A nova unidade amplia uma das principais ações da gestão do prefeito Ricardo Nunes voltadas ao atendimento de famílias de baixa renda e à ampliação do acesso a alimentos e produtos essenciais com preços mais acessíveis.
A escolha do Grajaú tem importância estratégica. A região concentra o maior número de famílias inscritas no CadÚnico em São Paulo, com 77.270 famílias. O novo equipamento público foi estruturado para atender exclusivamente moradores da capital de baixa renda que estejam com o cadastro ativo. Ele fica na Rua Olímpio Soares de Carvalho, 51, e funciona de segunda a sábado, das 8h às 18h.
Durante a inauguração, o prefeito Ricardo Nunes destacou a importância do programa dentro do conjunto de políticas públicas de segurança alimentar desenvolvidas pela administração municipal. “É um grande projeto, o Armazém Solidário, que se soma às outras políticas públicas de segurança alimentar da Prefeitura”, afirmou o prefeito.
Ricardo Nunes também chamou atenção para a diferença de preços praticada no equipamento. Como exemplo, citou o sabão em pó, encontrado por R$ 8,49 no Armazém, enquanto o produto chega a custar R$ 20 nos mercados convencionais. A unidade também oferece arroz, feijão, verduras, frutas e outros produtos essenciais com valores reduzidos.
Com 895 metros quadrados de área total, o Armazém Solidário do Grajaú tem capacidade para aproximadamente 700 atendimentos por dia e disponibiliza cerca de 600 itens. O catálogo inclui alimentos, produtos de higiene pessoal, materiais de limpeza e produtos para animais de estimação, todos comercializados com descontos de até 50% em relação aos preços praticados por mercados e varejistas convencionais.
O modelo adotado pela Prefeitura permite a aquisição de produtos diretamente dos fabricantes, possibilitando o repasse de preços mais baixos aos consumidores. Entre os produtos disponíveis estão alimentos básicos, bebidas naturais, itens de mercearia, hortifrúti, frios, laticínios, ovos, carnes e produtos de peixaria, além de itens de limpeza, higiene pessoal e para pets.
Além de reduzir o impacto da alimentação no orçamento doméstico, o programa mantém uma política de preços associada à promoção de hábitos alimentares mais saudáveis. Os Armazéns Solidários não comercializam bebidas alcoólicas nem produtos ultraprocessados, seguindo as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira.
A proposta é facilitar o acesso de famílias em situação de vulnerabilidade a alimentos saudáveis, orgânicos e minimamente processados, contribuindo para a promoção da saúde e para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, entre elas diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares e respiratórios.
Outro diferencial do equipamento do Grajaú é o setor de produtos gratuitos, abastecido pelo Banco de Alimentos do Município. A oferta é renovada periodicamente e inclui itens próprios para consumo, como arroz, feijão, macarrão, açúcar, farinha e sal, além de ração para cães e gatos.
Para ter acesso ao programa, o cidadão precisa morar na cidade de São Paulo, pertencer a uma família de baixa renda e estar com o CadÚnico ativo. As unidades contam ainda com balcão de atendimento e assistentes sociais, que orientam os moradores sobre o funcionamento do programa e auxiliam na reativação do cadastro, inclusive com a possibilidade de realizar o agendamento necessário no próprio local.
O programa também movimenta a economia dos próprios bairros onde os equipamentos são instalados. A unidade do Grajaú, por exemplo, gera 40 empregos para moradores da região.
A rede também mantém parceria com o programa Sampa+Rural, contribuindo para conectar os Armazéns Solidários a mais de 400 produtores agrícolas da capital. A iniciativa permite ampliar a oferta de alimentos e fortalecer a comercialização da produção local.
Diariamente, em média, são negociados mais de 450 quilos de legumes e 2,8 mil unidades de folhosas nas unidades da rede, garantindo maior variedade e qualidade na oferta de hortaliças aos consumidores.
Atendimentos – Os números ajudam a dimensionar o alcance da política pública. Desde o início do programa, em janeiro de 2024, os Armazéns Solidários já contabilizaram 2.041.813 atendimentos, beneficiando 142.297 famílias.
A rede registra uma média de aproximadamente 4 mil atendimentos por dia e apresenta índice de aprovação de 90% entre os usuários, segundo as Pesquisas de Satisfação dos Beneficiários, atualizadas diariamente.
Até agora, foram comercializados 29.173.601 itens e mais de 213 toneladas de alimentos foram doadas para os Armazéns e seus frequentadores.
A Prefeitura mantém o plano de expansão da rede. Ainda em 2026, está prevista a abertura de uma unidade no Jardim Myrna. Para 2027, estão programados novos Armazéns em Paraisópolis, Campo Limpo, Itaquera e Jardim Peri. Em 2028, a previsão é instalar unidades em Parelheiros, Heliópolis e Pedreira. Com esse cronograma, a rede deverá alcançar 16 lojas até 2028.
A expansão dos Armazéns Solidários faz parte de uma política mais ampla de segurança alimentar conduzida pela gestão do prefeito Ricardo Nunes. Em dezembro de 2025, São Paulo recebeu do Guinness World Records o reconhecimento de maior programa municipal de segurança alimentar do mundo.
O título levou em consideração a distribuição de mais de 933 toneladas de alimentos em 24 horas e a oferta de mais de 3 milhões de refeições gratuitas por dia, considerando a entrega de refeições prontas, produtos in natura e cestas básicas destinadas à população de baixa renda.

