Dia Nacional do Livro Infantil: Mesmo durante a pandemia, escolas estaduais mantêm crianças interessadas na leitura

Instituído em 2002, o Dia Nacional do Livro Infantil é celebrado em 18 de abril. A data, escolhida para homenagear o aniversário do escritor Monteiro Lobato, nascido em 1882, é uma oportunidade de reforçar a rotina literária nas escolas, dentro das turmas regulares, nas salas de leitura ou até mesmo nos clubes juvenis. Trata-se de um instrumento de formação, além proporcionar prazer com base na leitura e na prática da escrita.

Diretamente ligada à leitura está a alfabetização, que tem sido um dos maiores desafios da educação durante a pandemia. Encarando esta situação de frente e não deixando nenhum aluno para trás, as escolas estaduais de São Paulo têm se dedicado ao tema usando livros infantis como aliados.

Um dos métodos é a Maleta Viajante, onde os alunos levam os livros para casa e desenvolvem a leitura junto aos familiares. A Escola Estadual Professor Alvino Bittencourt, da diretoria Leste 5 da Capital, é um exemplo. Na unidade, a maleta, além do livro, conta com um caderno para registro da leitura (de forma escrita e/ou ilustrada) e um espaço com cinco opções de carinhas (emojis), onde o aluno pode escolher a que representa o seu sentimento durante a leitura, trabalhando, assim, as competências socioemocionais do pequeno leitor.

Já na Escola Estadual Brasílio Machado, da diretoria de ensino Centro Oeste, sempre às terças-feiras, os estudantes são incentivados a realizarem leituras em voz alta, seja de uma história, conto, poema ou outra forma de escrita. A proposta faz parte do programa “Ler e Escrever”, da Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP). O objetivo é desenvolver o comportamento leitor e a fluência leitora dos alunos. Nesta semana, em especial, cada aluno escolheu um livro e enviou uma foto com o exemplar e o áudio da leitura realizada em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil.

Abaixo, apresentamos outras sugestões de atividades e práticas didáticas preparadas pela Coordenadoria Pedagógica (Coped) da Seduc-SP:

  • Releitura da obra ou trechos selecionados: Fazendo uso dos recursos da linguagem não-verbal e da linguagem verbal, por meio da criação de histórias em quadrinhos;
  • Desvendando o Gênero: Por meio das práticas de rodas de conversa e leitura compartilhada, os alunos trocam impressões sobre a leitura, com o recurso de questões norteadoras, pistas e desafios que trabalhem elementos da disposição da capa do livro como o uso de imagens e cores, recursos linguísticos e elementos de narrativa. Ao final, o professor poderá propor a criação de desafios ou fichas e jogos literários;
  • Roda de contação de história com o tema: “quem conta um conto acrescenta um ponto”: Trabalhando a arte da contação de histórias e a reescrita criativa, propõe a criação de finais alternativos para as histórias selecionadas. Ao final, as narrativas podem ser compiladas em formato de vídeos ou podcasts;
  • Representação em ação: Trabalhando a livre expressão, sugere uma leitura dramática com uso dos recursos linguísticos, práticas